
O Boguinhas anda meio destravado e precisa de ir ao doutor, antes que eu fique sem pernas e sempre a ouvir como barulho de fundo a música da Aimee Mann. Abram alas pró Boguinhaaaas! Este boneco é irritante, ou é só impressão minha?!
Hoje deparei-me com um absurdo completo: preciso de reunir as coisas que me são mais queridas, senão arrisco-me a ficar sem elas. O que guardar?! A primeira coisa que me lembrei foram as coisas de valor - ouros e pratas em formas de brincos e anéis, colares e relógios. Depois lembrei-me do meu computador (a torre vai para o carro daqui a algumas horas). Os livros nem vale a pena pensar, pois são muitos e embora os ame não os posso guardar no carro a todos (se tivesse uma pick up talvez...) mas há um ou outro que tem de ir comigo. Os perfumes preferidos. A máquina fotográfica que está avariada. E mais? Uma pessoa olha para o que tem de mais precioso e tudo se resume a uma mala de viagem cheia de quinquilharias. É triste e, ao mesmo tempo, libertador mas não deixa de ser patético. Não preciso de brincos, nem livros, nem roupa nem nada para sobreviver. Mas o facto de poder ficar sem alguma destas coisas deixa-me apavorada e com vontade de esganar alguém.
Eu hoje fui à festa da Taça... com o Celta e o pai dele. Valeu a pena porque demos uma berlaitada nos pastéis! Nunca tinha estado no Jamor mas gostei de ver a populaça em êxtase! O Cavaco é que devia tar aborrecido, coitado...podia tar em casa a comer uns torresmos e tava ali a levar com jogatanas do povo! Enfim, deu a Taça aos leões e pirou-se, como o diabo da cruz.

Parece que anda tudo encantado com a nova menina do jazz, Amy Winehouse. Fiquei com curiosidade, depois de o Celta e o P. me terem falado dela no espaço de poucos dias, e fui investigar. A moça até tem boa voz mas a música é sofrível e as letras deixam a desejar. Pior ainda é a necessidade da moçoila em mostrar as mamocas e quase tudo que possa suscitar alguma curiosidade! Parece que ultimamente é o que vende - uma melodia que fica no ouvido (o que não é propriamente bom porque eu, às vezes, tento parar de cantar coisas do Marco Paulo e não consigo) e umas mamocas, que a menina apetrechou com umas tatuagens. Para completar o ramalhete, umas minisaias badalhocas e tá feito - the next big thing da música!! Bah, não me convences oh Winehouse!
Em português "Palavras Mágicas", conta a história de uma menina que tem jeito para soletrar, cujo pai é um religioso obcecado e a mãe uma ladra inveterada. Basicamente é isso... e chega a ser um bocado chato. É uma Juliette Binoche desaproveitada e um Richard Gere sensaborão. Bee Season foi directamente para dvd (vá-se lá saber porquê!!!). Booooring!
A avózinha fez uma promessa à Santa e lá fui eu e o Celta, quase 2 anos depois do prometido, com a velhota ao Cabo Espichel acender velinhas e levar com vento e chuva. A emoção...
Há alturas em que quase se odeia alguém e se reza para que essa pessoa saia das nossas vidas. Mas, se ela sai, embora tudo pareça correr bem, falta ali qualquer coisa e apercebemo-nos de que apenas a odiámos momentâneamente e que, embora nos vire a vida do avesso e nos faça sofrer, precisamos dela como de pão para a boca, porque só assim nos sentimos completos. Foi em boa altura que vi este "In her shoes", com Toni Collete, Cameron Diaz e Shirley McLaine. Não se deixem enganar pela capa. É mais profundo que isso. Mostra que às vezes há sapos que têm de ser engolidos de sorriso nos lábios, senão seremos para sempre miseráveis. Em bom tempo o vi... em bom tempo.
Quero as chávenas com os gatinhos, os lençóis com 2 metros, as toalhas felpudas, os aventais com vacas, as travessas, os pratos e os copos, a colher para o gelado, o fondue, a máquina de lavar e secar, as panelas, frigideiras e tabuleiros, as mesas, os espelhos, a cama, o frigorífico com duas portas e amigo do ambiente, a máquina do café, os baús pequenos, médios e grandes, o triturador de gelo, a torradeira, o regador, os cactos, os candeeiros, os livros juntinhos, as velas, os sofás e, acima de tudo, a chave. As chávenas já cá cantam... já faltou mais. Alinhas? :-P
E se esta menina se chamasse Madalena?
É do conhecimento geral que não tenho tvcabo nem nada que se lhe assemelhe, como tal, tenho de me contentar com a desgraça dos quatro canais generalistas. Ainda há bocado, apanhei uma das 625 novelas da tvi, por acaso muito modernaça, e a primeira imagem que vejo é uma stripper, supostamente toda boa, em posições pouco católicas, agarrada a um poste. A casa onde a menina trabalhava, supostamente, era para ser de nível mas qual é o meu espanto quando, numa manobra pouco hábil, a moça abre as pernas e deixa à mostra um remendo nas meias de rede. E que remendo...
De há uns tempos para cá desenvolvi uma curiosidade por Joanne Harris, autora do "Chocolate", que depois se traduziu num filme giro com a Julliete Binoche. Aproveitando um cheque de descontos da Bertrand (vale a pena... sempre são 20 euros de livros à borla) comprei o "Cinco Quartos de Laranja". Retrata a história de três miúdos e da sua mãe, aparentemente louca e fria, em plena II Guerra Mundial, com receitas culinárias à mistura. Pode parecer meio estranho, mas é até bastante comovente. Principalmente para mim, que tinha uma aptência natural, em miúda, para ver em tudo uma aventura que acabava, invariavelmente, no meio das silvas. E que gosto de saber a composição de tudo o que me agrada o palato e fazer experiências com esses mesmos sabores.

Espaço para ocupar o terço da nossa vida em que não estamos a dormir.Existem mais semelhanças do que diferenças entre nós e os outros. Principalmente na saúde mental.